Censo do MEC aponta avanço do ensino a distância
Censo do MEC aponta avanço do ensino a distância
De acordo com o estudo, o número de cursos cresceu 571% e o de matrículas 315% de 2003 a 2006.
BRASÍLIA - A participação dos cursos superiores a distância (EAD) cresceu no País, segundo dados do Censo de Educação Superior de 2006, divulgados pelo Instituto de Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação, nesta quarta-feira.
Em 2005, os alunos de EAD representavam 2,6% do universo dos estudantes. Em 2006, a participação passou a ser de 4,4%.
O censo também mostrou que houve um aumento de 8,3% em número de cursos no ensino superior e 5%, em matrículas. O maior crescimento foi registrado nos cursos tecnológicos, que tiveram aumento nas matrículas de 34,3%.
Ao longo de 2007 foram recolhidas informações sobre cursos e instituições de educação superior tendo como data base o dia 30 de outubro de 2006. São computadas as matrículas efetuadas até o dia 30 de junho.
Nas escolas públicas, número de matrículas cai
Dados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2007, também divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério da Educação, mostram que houve uma queda de 2,9 milhões de matrículas nas escolas públicas de todo o País.
Segundo o Instituto de Pesquisas Educacionais (Inep), porém, a expectativa é de que ainda devam ser computadas pelo menos um milhão de novas matrículas. “Uma queda de 800 mil matrículas seria explicada por fatores demográficos e outros. Uma queda superior a 800 mil pode ser um indicador de que o censo tinha problemas anteriores”, disse Reynaldo Fernandes, presidente do instituto.
Parte desta diferença é atribuída a um suposto “inchaço” dos dados fornecidos em 2006. O Inep avalia que Estados e municípios podem ter errado ao preencher as planilhas com as informações sobre alunos. Até o ano passado, as escolas forneciam as informações às Secretarias Estaduais de Educação.
Este ano, pela primeira vez, o MEC colocou em prática, oficialmente, o Educacenso, um sistema on line de preenchimento. Agora, cada escola preenche pela internet as informações solicitadas e repassa diretamente ao ministério.
A planilha solicita informações como nome, série, data de nascimento, nome dos pais, endereço e número do documento do aluno matriculado.
De acordo com o ministério, oito Estados tiveram problemas com o novo sistema, completamente digital. As dificuldades operacionais poderão ser resolvidas em até 30 dias, a partir desta quarta-feira, prazo para que as informações completas sejam enviadas ao governo federal.
Os dados, segundo o Inep, estão incompletos e não representam a realidade brasileira. A publicação dos números preliminares é uma exigência legal. Os dados consolidados devem ser publicados até o final do ano.
Os dados dizem respeito apenas à educação básica, que vai da creche ao ensino médio, além de cursos profissionalizantes.
(*com informações das agências Brasil e Estado)