23/06/2009

Assembleia mantém sigilo de B.O.

 JORNAL DA TARDE - CIDADE - 19/6/09

 

Assembleia mantém sigilo de B.O.

 


A Assembleia Legislativa derrubou na quinta-feira (18/6) o veto do governador José Serra (PSDB) ao projeto de lei que limitava o acesso aos dados de vítimas e testemunhas em boletins de ocorrência e inquéritos policiais no Estado de São Paulo. A decisão foi tomada por unanimidade pelos líderes dos partidos, acolhendo a decisão da comissão de defesa das prerrogativas parlamentares, presidida pelo deputado Campos Machado (PTB). Serra havia vetado o texto alegando que a matéria era de competência do Congresso, e não da Assembleia.


Com a derrubada do veto, o projeto se tornou lei. A polêmica sobre o texto começou em fevereiro quando a Assembleia aprovou outro projeto, que vetava aos delegados a divulgação dos dados de vítimas e testemunhas. O projeto impedia até advogados e ao Ministério Público o acesso aos dados, que deviam ser mantidos em envelope lacrado.


Os deputados então reapresentaram um projeto sobre o tema, mas com modificações. Desta vez colocaram na lei a ressalva de que a defesa e a acusação teriam acesso aos dados. Mas o texto continuava a determinar “de ofício” que os delegados preservassem dados de vítimas e testemunhas sempre que “a divulgação de seus dados pessoais, sempre que dela puder resultar risco à sua segurança e integridade física ou psíquicas”. A lei também mandava criar salas separadas nas delegacias para manter vítimas e testemunhas, como há nos fóruns. Esse foi o texto aprovado pela Assembleia e vetado pelo governador Serra.


Para o professor de Direito Processual Penal da Universidade de São Paulo, Maurício Zanóide de Moraes, a nova lei é positiva quando trata de separar testemunhas e vítimas na delegacia.


O QUE DIZ A LEI


O projeto de lei limita o acesso aos dados de vítimas e testemunhas em boletins de ocorrência e inquéritos policiais em todo o Estado de São Paulo


O projeto foi vetado pelo governador José Serra


Os deputados derrubaram o veto. O projeto, que havia sido aprovado na Casa, passa a valer


MARCELO GODOY

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